A marca como pessoa: comunidade.

A marca como pessoa: comunidade

A cordialidade, a gentileza, o auxílio e um bom sorriso são sempre muito bem-vindos na vida em comunidade. Desde o porteiro do prédio até o gerente do banco, não importa a posição social da pessoa em relação à nossa, todos merecem receber um “bom dia!”, acompanhado de um verdadeiro sorriso. Ser sempre educado, responder com gentileza mesmo às perguntas mais desconexas de um subordinado, ser brando nas palavras são atitudes que fazem bem primeiramente a nós mesmos e, em segundo plano, a todos que se relacionam conosco. No ritmo das grandes cidades, por exemplo, o trânsito se tornou uma arena para muitos. É bem verdade que até mesmo o indivíduo mais tranqüilo do mundo, em alguns momentos, tem vontade de esmurrar a buzina quando é vítima de alguma irresponsabilidade alheia. Mas vamos pensar bem. O mundo é pequeno. Não é raro ouvir alguém dizer: “buzinei! E quando vi, era meu vizinho de garagem do apartamento”.

Nunca se sabe quando você pode encontrar alguém que você destratou por aí. Logo, o melhor que podemos fazer é ser educado sempre. Assim, sua reputação sempre será boa e constante, sem variação em todos os lugares e para todas as pessoas.

Para uma marca, ser bem vista e querida por outras empresas e pela comunidade corporativa como um todo é também muito importante. Isso faz com que o bom conceito sobre ela seja constante e não sujeito a comentários negativos que muitas vezes abalam a credibilidade já conquistada com muito custo.

Não importa o nível ou tamanho do cliente, o tratamento da marca para com ele deve ser sempre o melhor possível. Há que se tomar muito cuidado com os planos e sistemas de fidelização que excluem os clientes menos expressivos e cobrem de benefícios e privilégios a outros, por exemplo. Creio que são sim necessários, até mesmo para valorizar a fidelidade de alguns. Mas não podem, de maneira alguma, permitir que os clientes que não estão no grupo dos seletos sintam-se descartados ou deixados de lado. Isso, com o tempo, pode afastá-los para sempre da marca, mesmo quando já puderem desfrutar de todos os privilégios oferecidos.

Há grupos de interesse inseridos na comunidade de uma marca que, embora não apareçam tanto no dia-a- dia, são muito importantes e possuem um grande poder de influência a longo prazo: os estudantes. Eles são os profissionais que estarão no mercado em poucos anos. Se uma marca não tiver uma boa relação com o grupo de estudantes que estão em formação na área em que ela atua, terá dificuldade de ter os melhores profissionais trabalhando para ela. Uma boa marca sempre está no topo da lista dos universitários como sendo um ótimo lugar para iniciar sua carreira.


Artigo escrito por Cláudio Souto.